Parlamentares, técnicos e especialistas discutem o Parlamento do Futuro

por admin publicado 29/11/2018 14h58, última modificação 29/11/2018 14h58
por Letícia Almeida Borges publicado 20/11/2018 18h30, última modificação 21/11/2018 10h34 Histórico

 

Durante toda a quarta-feira, 19/11, pessoas das mais diferentes formações vão discutir quais as mudanças podem ser desenhadas para o futuro do Legislativo. Este é o tema central do 10º Encontro Nacional do Grupo Interlegis de Tecnologia (EnGITEC), que reúne esta semana em Brasília parlamentares, técnicos – sobretudo da área de TI de casas legislativas de todo o país – além de vários convidados.

Sesóstris Vieira, coordenador de Tecnologia da Informação do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), ao qual está vinculado o Programa Interlegis, é quem fará a abertura dos trabalhos, ao lado de representantes do grupo -  já que o GITEC nasceu como uma comunidade virtual de prática em 2004 e hoje reúne cerca de mil técnicos de TI espalhados por todo o Brasil, que trabalham de forma colaborativa, voltada para o uso da tecnologia e do software livre no Legislativo.

Os dois palestrantes da manhã vêm de fora do Legislativo: Sephora Lilian é do Banco do Brasil, administradora, mas com um vasto currículo e vai abordar “A Cultura da Inovação e o Futuro do Trabalho”. Já Gino Terentim é consultor de organização e estratégia, mas também de um órgão público, a Caixa Econômica Federal, mas tem todo um olhar diferente sobre o que pode ser o “Futuro do Parlamento”.

À tarde, Sesóstris Vieira inverte a fórmula e fala sobre “Parlamentos do Futuro? ”, enquanto, Diego Cunha, do LabHacker da Câmara dos Deputados vai falar sobre as diversas inovações que vem sendo feitas pelos técnicos da Câmara em “Experimentando um novo Parlamento”.

Depois, a palavra passa a dois parlamentares: o vereador Caio Cunha, de Mogi das Cruzes, vai falar “O Parlamentar do Futuro”, seguido do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle, que vai dividir a palestra com a Coordenadora do Labhinova da CLDF, Larissa Barros. Os dois vão contar como foi tem sido o percurso da instituição neste caminho e quais os desafios existem pela frente.

Para fechar o dia, João Henrique Gouveia, que também é do Interlegis/ILB, vai contar suas “aventuras e desventuras de um nerd na gestão de TI”. Na quinta e na sexta tem mais.

Oficinas

Na verdade, o Encontro começou na segunda-feira, com a realização de treinamentos promovidos por técnicos do Interlegis e da Câmara dos Deputados para os servidores de diversas Câmaras. As Oficinas foram voltadas para o treinamento no uso das ferramentas Portal Modelo, Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) e e-Democacia.

A segunda turma do mini-curso de e-democracia contou com a participação de oito alunos, nesta terça-feira, 20. Além de representantes de Câmaras Municipais, também estiveram presentes três servidores da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Segundo o instrutor da Oficina, Diego Cunha, analista legislativo da Câmara dos Deputados, o objetivo do e-Democracia é aproximar a sociedade dos processos legislativos e aumentar a transparência das casas. Para ele, ao sair do curso o aluno terá as noções necessárias para a implementação da ferramenta nas audiências públicas. “Depois o Interlegis faz uma discussão mais técnica e disponibiliza o suporte e hospedagem. Mas aqui eles vão ter todas as noções básicas para colocar o programa em prática”, afirma.  

Ailton Rafael Magalhães, assistente legislativo da Câmara Municipal de Mineiros-GO, conheceu o e-Democracia na 9º edição presencial do Grupo Interlegis de Tecnologia, em 2017. “Nós já temos outros produtos Interlegis. Mas, no EnGITEc do ano passado, conhecemos essa ferramenta e ficamos muito interessados. Valeu a pena ter vindo. A aula está muito produtiva”, destaca o servidor.

Para Daniel Carvalho, agente legislativo da Câmara Municipal de Canoinhas - SC, o e-Democracia leva legitimidade às casas. “A aprovação de leis na minha cidade está cada vez mais polêmica. Sempre dá problema nas redes sociais, mesmo depois de aprovadas. Com este canal disponibilizado pelo Interlegis, vamos conseguir ouvir o cidadão e discutir a pauta antes delas serem votadas”.

 

A avaliação é compartilhada pelo assessor de comunicação da Câmara Municipal de Monte Negro-RS, Silvio Kael. A casa já possui o e-Democracia, mas estava aguardando o treinamento para implementá-lo. Kael acrescenta que o resultado do programa serão projetos mais produtivos e maior participação e interação da sociedade nas audiências públicas. “Mais uma vez o Interlegis está nos permitindo encurtar o distanciamento entre a comunidade e a Câmara”, conclui.

 

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